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18/12/2012 - Atualizado em 18/12/2012 10:38
Prefeito e vice eleitos de Colinas não recebem diploma em cerimônia da 21ª Zona Eleitoral

A cerimônia de diplomação dos eleitos na 21ª Zona Eleitoral foi realizada ontem à noite na Soges, em Estrela. No total, 59 eleitos, entre vereadores, primeiros suplentes de cada partido, prefeitos e vices, foram diplomados. Eles são dos municípios de Estrela, Fazenda Vilanova, Bom Retiro do Sul e Colinas. Não receberam o documento o prefeito reeleito de Colinas, Gilberto Keller, e o vice eleito, Marcelo Schroer, ambos do PMDB.

O fato foi consequência do pedido de suspensão da diplomação, solicitada pelo Ministério Público, através do promotor Daniel Cozza Bruno, e deferida pelo juiz eleitoral de Estrela, Rodrigo de Azevedo Bortoli. Cabe recurso da decisão.

Nesta segunda-feira, o promotor concedeu entrevista coletiva. Ele informou que ajuizou no último sábado, dia 15, ação de investigação judicial e eleitoral para cassar o registro ou o diploma dos dois eleitos, além da vereadora eleita Ana Cristina Kohler (PMDB), que foi diplomada ontem à noite, e da secretária da Saúde e primeira dama, Cristiane Keller, caso venha a se candidatar a algum cargo eletivo.

A cassação, conforme o promotor, não tem relação com a suposta cobrança de procedimentos médicos via Sistema Único de Saúde (SUS). “Esse caso é analisado no processo criminal, que tramita na 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado. A ação eleitoral possui 13 fatos, que ainda não podem ser divulgados pois o caso corre em segredo de justiça”, explica. Bruno afirma que as ilicitudes teriam sido cometidas nas secretarias de Saúde, Assistência Social e Habitação e de Obras.

O processo, segundo o promotor, é baseado em abuso de poder político, captação ilícita de sufrágio e condutas vedadas. “Entre as situações, estão utilizações de bens e servidores públicos para fins de campanha”, esclarece o promotor. A pena, em caso de condenação, é de oito anos de inelegibilidade e multa.

O caso é analisado pela Justiça Eleitoral de Estrela. O juiz acredita que o julgamento ocorra no início do próximo ano. EE

 

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