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Dia histórico para o Lajeadense
11/01/2012

Iniciada em 7 de setembro de 2010, numa área adquirida no Bairro
Floresta, na divisa entre Lajeado e Cruzeiro do Sul, o Estádio
Alviazul apresenta capacidade para sete mil torcedores,
estacionamento para dois mil veículos, 26 camarotes (particulares e
cabines de imprensa), quatro vestiários, alojamento, cozinha,
lavanderia, restaurante, elevador (donos de camarotes, imprensa e
cadeirantes), num investimento que ultrapassou os R$ 6 milhões de
reais.
O vice-presidente de futebol, Nílson Giovanella, que coordena a obra
desde o início, garante que o projeto na área é construir ainda um
ginásio de esportes e um campo de minifutebol, uma vez que os três
campos de treinamento estão em fase final de conclusão. “Aguardamos
uma verba federal para darmos sequência ao nosso projeto”, lembrou
Giovanella, que foi presidente nos últimos três anos e agora assumiu
como vice de futebol.
Esta será a terceira casa do Lajeadense, que foi fundado em 1911, onde
inicialmente utilizava um campo no centro da cidade. Em 1961, foi para
o Bairro Florestal, que também é região central. Hoje, no Bairro
Floresta, afastado 5km do centro, o torcedor terá que se deslocar
através de carro ou ônibus.
Para a festa de inauguração, um amistoso diante do Juventude Caxias,
mesmo time que marcou a despedida do Florestal, na decisão da Taça
Lacy Ughini. Aliás, o time da Serra irá receber as faixas de campeão
nesta partida.
Além do novo estádio, o torcedor poderá conferir a equipe montada pelo
Lajeadense para 2012, que tem no comando o técnico Benhur Pereira. Na
pré-temporada, em cinco amistosos, quatro vitórias e um empate.
“Estamos mantendo este grupo há bastante tempo e que não pararam no
segundo semestre e por isso estão num ritmo bom”, garantiu Benhur, que
está no comando da equipe desde 2010.  A base da equipe tem Fernando,
Bindé, Micael, Gabriel e Juca, Rudiero, Ramos, William e Bruninho,
Osmar e Jandson.
O Lajeadense estreia no Gauchão diante do Grêmio, dia 21 de janeiro no
Estádio Olímpico.

Por Rodrigo Conte

 
 

Florestal de tantas histórias deixará uma gloriosa nostalgia
18/11/2011

Diz o hino: “Esportivo Lajeadense, do Velho Florestal”. A partir deste domingo, poderíamos cantar: “do velho e do novo Florestal”. O jogo entre Lajeadense e Juventude, na decisão da Taça Lacy Ughini, é uma despedida de luxo deste Estádio, que foi fundado em 1961. Segundo o Dr. Ney Arruda, ex-presidente do clube, naquela época, o Estádio foi construído com recursos da antiga área, que ficava localizada na região central de Lajeado. O primeiro jogo realizado ocorreu diante do São José de Lajeado e o primeiro gol marcado foi de Antoninho Christ.

Em recente pesquisa que realizamos, nos seus 50 anos de história, o Estádio do Florestal presenciou jogos e momentos históricos:
-  A conquista da segundona gaúcha, em 1979, quando venceu o Aimoré com um gol de Itamar Conzatti;
- Vitória por 1 x 0 sobre o Inter, em 1981, com gol de Mauro, na despedida de Falcão;
- Em 1991, diante do Grêmio, vitória também por 1 x 0, gol de Denílson;
- A conquista da Copa Abílio dos Reis, 2 x 1 sobre o XV de Novembro, em 1998, dois gols de Jorjão.
- E, num passado recente, o acesso para a primeira divisão, no dia 19 de junho do ano passado, quando goleou o Cruzeiro pelo placar de 3 x 0.
Cada torcedor tem seu momento especial e pretende levar como lembrança mais uma conquista, neste momento especial que vive o C.E. Lajeadense. 

 
Enviado por Rodrigo Conte

 
 

Vacilos tiram a dupla da disputa do título do brasileirão
25/10/2011

Inter e Grêmio poderiam estar brigando pelo título do brasileirão 2011. E se não estão, não é porque os adversários são muito melhores, e sim porque ambos vacilaram em momentos decisivos da competição. Especialmente jogando em casa, diante de suas fanáticas torcidas. Vamos aos fatos.

O tricolor, por exemplo, marcou passo empatando no Olímpico contra o lanterna América Mineiro. Depois repetiu a dose sábado, em Sete Lagoas. Mas tem ainda as derrotas para o Botafogo e o Figueirense dentro de casa. Somente nestes exemplos, são dez os pontos desperdiçados pelo Grêmio, que poderia estar colado nos líderes. Hoje não disputa nada mais do que uma vaga na Copa Sul Americana.

Enquanto isso o Inter esteve uma dezena de vezes próximo de ingressar no G5, mas em todas elas não se ajudou. A exemplo do Grêmio, o colorado desperdiçou pontos impressionantes dentro de casa. Senão vejamos. Vencia o Santos por 3 x 0 e deixou empatar em 12 minutos. Vencia o Coritiba e permitiu o empate. A história se repetiu contra o Corinthians no domingo. No primeiro turno perdeu em casa para o Ceará. São apenas alguns exemplos, mas com pontos suficientes para estar colado no líder do campeonato.

Como se pode ver, num campeonato tão disputado como o deste ano, os detalhes estão fazendo a diferença. A dupla está pagando o preço por vacilos que não poderia ter cometido. Provavelmente os torcedores colorados e gremistas terão que assistir a Libertadores 2012 apenas com paulistas e cariocas representando o Brasil. Culpa dos próprios clubes gaúchos.

Por Aurí Heisser

 
 

Dupla grenal engrena no brasileirão
12/09/2011

 

As vitórias de Inter e Grêmio na 23ª rodada do brasileirão não causam apenas efeitos práticos para ambos na tabela de classificação. Elas evidenciam, sobretudo, um bom momento de ambos neste início de returno. O Inter, que vinha de uma sequência de maus resultados desde o final do primeiro turno, goleou o América e atropelou o Palmeiras em São Paulo, impingindo aos paulistas sua primeira derrota em casa no campeonato. Tudo sob a batuta de um jogador extra classe, o goleador Leandro Damião. Mas além dele tem Oscar, D'Alessandro, Nei, Kleber e Elton, a mais recente descoberta colorada. E tem o técnico Dorival Júnior, que adotou outro esquema e uma filosofia de treinador que joga para vencer. Precisa ainda ajustar o miolo da defesa, mas parece que as soluções estão a caminho.

No Grêmio não há como negar a contribuição de Celso Roth nos resultados recentes. Logo ele, tão contestado, tido como retranqueiro, turrão e cuja contratação foi engolida pela torcida por absoluta falta de opção. Pois ele fez de um grupo de qualidade, mas que não vinha jogando, um time capaz de empolgar novamente a torcida tricolor. São três vitórias seguidas, que se não são incontestáveis, pelo menos são convincentes. Não sei onde podem chegar Grêmio e Inter neste brasileirão, mas uma coisa é certa: se conseguirem manter o ritmo são candidatos (ambos) a uma vaga na Libertadores. E num campeonato cujo título está em aberto, porque não sonhar com ele também, especialmente o Inter, que está a 8 pontos do líder?

Postado por Aurí Heisser

 
 

Grenal 388: venceu quem “quis vencer”
29/08/2011

Depois da conquista da Recopa, a pergunta recorrente era se o Inter não entraria relaxado no grenal de ontem no Olímpico. O técnico Dorival Júnior admitiu que isto poderia acontecer, e ele tinha razão. Os colorados jogaram o grenal em ritmo lento, o time foi previsível, em alguns momentos até indolente, e as referências técnicas não atuaram bem. Isto diminui o mérito do Grêmio pela vitória? De jeito nenhum. O tricolor entrou determinado em campo, e mostrou isso do primeiro ao último minuto. Marcou bem o Inter, neutralizou as principais jogadas e destaques adversários, buscou o gol o tempo todo e aproveitou as poucas chances que criou. Teve ainda contra si a arbitragem, que sonegou uma (ou até duas) penalidades. Desde que está no Grêmio, o goleiro Victor fez o grenal onde menos trabalhou: uma única defesa razoavelmente difícil. Mesmo que o Inter jogasse o grenal de forma mais interessada, provavelmente o Grêmio também teria sucesso. O resumo é que o Inter entrou em campo para jogar, e o Grêmio para ganhar. Essa frase é do técnico colorado Dorival Júnior. Não há reparos a fazer: venceu o time que teve interesse na vitória. O Grêmio passou a ser melhor que o Inter? Acho que não. Mas no grenal 388, deu a impressão que sim.

Postado por Aurí Heisser

 
 

Espantoso: Inter fatura oito títulos internacionais em seis anos
25/08/2011

 

A torcida colorada esperou quase cem anos para comemorar um título importante no cenário internacional. Em 2006, na decisão contra o São Paulo, levantou a taça da Libertadores e depois, no final do ano, surpreendeu com a conquista do Mundial FIFA sobre o poderoso Barcelona. E de lá para cá não parou mais: Sul Americana, Recopa, Dubai Cup, Suruga Cup, Libertadores de novo e agora o bi da Recopa. É um desempenho digno dos maiores clubes do mundo, resguardadas as devidas proporções quanto às competições disputadas. Ocorre que ninguém, no Brasil, chegou perto disso nesse período. E na rivalidade grenal, a diferença fica ainda mais escancarada. O Grêmio tem dificuldade até para ganhar o gauchão. Não se pode afirmar que este ciclo vitorioso vai durar muito mais tempo, mas é fato que o Inter é um clube organizado, com grande faturamento no quadro social, e que talvez apresente o maior número de revelações da base a cada temporada. Se esta política for mantida, não será surpresa a ampliação do número de taças no Beira Rio. Mas há um fato que incomoda o torcedor colorado. Se fora o clube é vencedor, dentro do Brasil já são 31 anos sem comemorar o título do brasileirão. Parece que chegou a hora de tentar recuperar a hegemonia no futebol brasileiro. Ao menos, colocar esta meta no topo das prioridades.

Postado por Aurí Heisser

 
 

Fazendo história nas Minas Gerais
27/07/2011

 

Não importa em que colocação vai ficar o time júnior do Lajeadense na Taça BH. O simples fato de estar disputando a competição, aliado ao desempenho da equipe até agora, já constitui uma experiência altamente exitosa do Lajeadense. A decisão de participar, o acerto da parceria e os resultados que vem sendo obtidos são razões mais do que suficientes para pensar em repetir a dose. Mais do que isso, é preciso mirar a Copa São Paulo de Futebol Júnior, que tem ainda mais grife. É uma vitrine extraordinária para o trabalho de base que é desenvolvido num clube de futebol.

Há o aspecto de projeção do próprio clube, que mostra seu grau de organização e planejamento, e há também a prospecção de talentos, o que sem dúvida nenhuma é o principal objetivo do investimento na base, porque são os futuros craques que vestirão a camisa do clube, e mais do que isso, poderão render os recursos necessários para manter o trabalho e intensificá-lo com mais qualidade. Há também a projeção de membros da comissão técnica. Porque não imaginar que o treinador dos juniores de hoje possa ser o comandante do profissional amanhã.

Imagina então se o alviazul vencer amanhã o Flamengo (ele mesmo, o Mengão) e se classificar para a segunda fase da Taça BH. Para um clube que estava ameaçado de fechar há dois anos atrás, o Lajeadense agora parece não ter limites. Onde estaremos no ano que vem?

Postado por Auri Heisser

 
 

De ídolos e treinadores II
21/07/2011


No dia 15/04 escrevi um post falando da decisão da dupla grenal em transformar seus maiores ídolos em técnicos. A abordagem focava o possível problema futuro em caso de necessidade de demissão. Lembrei também que as torcidas não perdoariam caso os resultados em campo não fossem satisfatórios. Dito e feito. Nem Renato Gaúcho no Grêmio, nem Falcão no Inter, sobreviveram aos maus resultados. Até acho que não deveria, mas futebol e resultados caminham juntos. Não há filosofia, princípio ou conceito que sobreviva muito tempo diante de resultados negativos. E assim ambas as direções angariaram a antipatia de suas torcidas. O ídolo tem uma espécie de aura protetora produzida pelo imaginário do torcedor. Ele sempre espera que ele possa repetir o sucesso de quando ele jogava. No caso de Renato e Falcão, ambos vestiram a camisa de seus clubes em outros tempos, quando se jogava futebol de maneira diferente. Claro que nos dois casos a culpa não foi somente dos técnicos. Renato assumiu o tricolor numa situação ruim em 2010, e conduziu o time para a Libertadores deste ano. Falcão foi campeão gaúcho e conviveu com as disputas internas do clube. Mas sem resultados, não há comando que resista, pelo menos dentro da nossa cultura imediatista.

Postado por Aurí Heisser

 
 

Comparações entre Rio Grande do Sul e Paraná
21/06/2011

Voltamos de Curitiba nesta segunda-feira (20 de junho), onde ao lado do narrador Moisés Ely (direita na foto), transmitimos Coritiba 1 x 1 Internacional, pelo Campeonato Brasileiro 2011. Muita tranqüilidade na viagem e no trabalho, neste novo projeto que o Grupo Independente implantou para a temporada. Aproveitamos para fazer algumas comparações na cultura e comportamento do Paraná com o Rio Grande. Estávamos num hotel próximo ao Couto Pereira, no Bairro Alto da Glória. No sábado à noite saímos para jantar e percorremos diversas quadras. Durante quase duas horas de caminhada não encontramos em nenhum momento policiamento pelas ruas. Curitiba hoje é uma capital muito perigosa, segundo os próprios moradores. No jogo do domingo à tarde, o efetivo não passava de 20 policiais, para um público de 20 mil torcedores. Em Porto Alegre no mínimo 200 policiais trabalham em jogos da dupla Grenal. Entende-se agora a invasão da torcida Império do Coritiba, na última partida do Brasileirão de 2009, diante do Fluminense, onde os policiais não conseguiram conter a confusão. Outro fato que comparamos na diferença entre Paraná e Rio Grande do Sul é que aqui, você é Inter ou Grêmio. Por lá, tem torcedores do Coritiba, Atlético, Paraná, Palmeiras, Corinthians, São Paulo, etc. Já morei em diversos estados e conheci muitas culturas. Mas sempre valorizei e continuo valorizando o meu Rio Grande do Sul. A nossa culinária é a melhor, nossas mulheres são as mais bonitas, nosso povo é mais inteligente, nossos times são melhores. Desculpem o bairrismo, pois só quem vive aqui no Sul, sabe do que estou falando.

 

Rodrigo Conte - Repórter Esportivo

 
Enviado por Rodrigo Conte

 
 

A desgraça do Inter pode estar apenas começando
16/06/2011

 

O Inter vive um momento de turbilhão, tanto dentro quanto fora de campo. Depois da queda prematura na Libertadores, o time também não conseguiu decolar no brasileirão. O técnico Falcão, mesmo tendo conquistado o Gauchão, não consegue controlar o vestiário e corre o risco de demissão em caso de derrota para o Coritiba. As razões para as dificuldades estão num grupo envelhecido e acomodado, onde os “estrelões” não se sujeitam a mudanças que os afetem.

Mas talvez a raiz de todos os males colorados esteja no cenário político do clube. Durante uma década Fernando Carvalho e seus parceiros apaziguaram os mais diversos movimentos políticos que se engalfinhavam o tempo todo. O clube experimentou um período de crescimento, organização e de conquistas inigualáveis, entre elas o Mundial de Clubes em 2006, além de duas Libertadores. O problema é que a harmonia política acabou. Outra vez os grupos se fracionaram, e colocando seus interesses acima do clube, estão disputando “à unha” os espaços de comando.

O resultado, na prática, é um clube dividido cujas mazelas são reveladas de todas as formas para desgastar quem está no comando. É a política do “quanto pior, melhor”. Para os grupos, mas não para o clube. O que demorou uma década para ser construído, ou seja, uma imagem de clube organizado e vitorioso, pode ser destruída em poucos meses. E será, se os ânimos não foram apaziguados urgentemente.

Postado por Aurí Heisser

 
 

REDAÇÃO ESPORTIVA

Blog da Equipe Esportiva, com opiniões, bastidores dos campeonatos do Vale do Taquari, Rio Grande do Sul e Brasil, além de Comentários sobre Lajeadense e dupla grenal.

 

 

NO ESPORTE

Auri Heisser

Rodrigo Conte

 

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