Blog da Redação Central de Áudios | Página Inicial | |

O Precioso
27/06/2012

Sabe quando algo entra na sua mente e passa a fazer parte da sua existência? Assim é a minha paixão por carros antigos. Já escrevi sobre isso em 2010, mas agora é diferente. Naquela época eu conheci o antigomobilismo através do Opala do meu “namorido”, mas hoje eu sou uma antigomobilista, graças à compra de um fusca 1968.

Conhece o Precioso? Pois é… Esse lance de dar nome às coisas sempre me soou cômico e infantil. No entanto, um carro antigo precisa de tantos cuidados e dedicação, que se torna mais que um automóvel. Surge uma relação de carinho e apelidá-lo é como humanizá-lo e torná-lo ainda mais próximo. Há quem converse, abrace e até beije seu “véinho”. Coisas e sentimentos que não têm explicação.

Sempre simpatizei com os “besouros”. O design arredondado e todo o charme impresso nas curvas atrai meus olhares. Se o conforto dos atuais é motivo para que se opte por eles, eu te digo que a originalidade e cada detalhe pensado em uma época de tecnologia precária, para mim, vale muito mais. Alguns não o consideram um carro, dizendo “não é carro, é Fusca!”, mas quero ver se o seu zero de hoje completará 44 anos de uso em condições semelhantes as do Precioso.

O Fusca se tornou líder do mercado em 1962. Em época de produção, os brasileiros perceberam a resistência da suspensão nas precárias estradas do país e a facilidade com que os mecânicos resolviam problemas transmitia tranquilidade. Sem falar do comedimento do VW diante da bomba de gasolina. O meu, por exemplo, faz uns 11 ou 12 quilômetros por litro.

Matéria da Folha de São Paulo dá conta de que o Fusca representou a maior revolução da história da indústria automobilística. Sua concepção, seu design e o próprio conceito de “Volkswagen” (ou, traduzindo, carro do povo) foram criados por um engenheiro judeu –Josef Ganz– e, posteriormente, apropriados por Adolf Hitler.

Nessa semana, no dia 22 de junho, foi o Dia Mundial do Fusca. Nesse dia, segundo a revista Quatro Rodas, “em 1934, o projeto do modelo mais famoso da Volkswagen recebeu o aval para virar realidade. No Brasil, começou a ser fabricado em 1959, no complexo da VW em São Bernardo do Campo. No entanto, o carro já era feito no Brasil desde o início dos anos 50 pela empresa Brasmotor, em um galpão alugado no bairro do Ipiranga.

Nas décadas seguintes, o carro assumiu a liderança entre os veículos de passeio e continuou a ser fabricado até 1986, quando foi aposentado pela primeira vez. Isso porque, sete anos depois, o então presidente da república, Itamar Franco solicitou à Volkswagen que o Fusca voltasse a ser produzido. O “segundo mandato” do modelo durou até junho de 1996, quando o Fusca se despediu com a marca de 3,3 milhões de unidades vendidas. No mercado brasileiro, a histórica marca só seria superada vários anos depois pelo Gol.

Após ser descontinuado no Brasil, o único país que continuou produzindo o Fusca foi o México. O carro permaneceu em linha até 2003, quando a série Última Edición marcou a aposentadoria definitiva do veterano Volkswagen”.

Se aposentou, mas nem por isso deixa de ser uma paixão nacional. Meu Precioso está em plena forma!!


Enviado por Camila Diesel.



 

 
 

O pássaro azul e o vidro escuro
22/06/2012

Pela manhã, quando dirigia até seu trabalho, Arnaldo viu que, na fiação elétrica da sua rua, os pássaros estavam alvoroçados. Era como se tivesse algo especial no ar, mas ele via só um dia de chuva. Pensou que talvez só ele não pudesse ver o que acontecia ali. Ficou intrigado.

Arnaldo tinha questionamentos sobre o real sentido de algumas coisas. Achava as relações humanas tão enfadonhas quando abandonado o modus operandi “estar fazendo algo”. Questionou-se de diversas maneiras sobre qual seria a relação de um homem das cavernas com outro ser de sua linhagem, quando estivessem apenas dividindo um espaço. Estes pensamentos atribulavam os momentos tranquilos de Naldinho, como era chamado pela família. Ele costumava ter o desejo de tornar melhor a sua espécie, hábito herdado de seu pai.

Quando dobrou a terceira curva pelo caminho que fazia diariamente, viu um pássaro azul. Raríssimo, ele pensou. Era um grande e vistoso pássaro, daqueles de abrir bem as pupilas para ver o contexto da imagem. As penas diferentes, que mudam em camadas, passando de cor em cor, como quem muda o tom na canção. Naldo olhou rapidamente, e quando se deu conta, em frente havia outra curva. Quase nada ele assistiu da cena, e ficou com aquela sensação de que podia ter aproveitado melhor o momento. Por sinal, uma sensação passageira que estava presente em diversos pontos de sua vida. Mas achava isso bastante natural.

A verdade sobre Naldo é que ele vivia em guerra. Lutava o tempo todo. Costumava ganhar, mas aquilo parecia estar errado, mesmo com as estatísticas a seu favor. O problema era sua visão, estava turva. Aquelas proteções que escondiam sua tática atrapalhavam a fruição momentaneamente. Seu olhar estava ofuscado. De fato, ele muito pouco olhava ao redor naqueles dias de luta. Mas lembrava do que tinha de fazer. Como fazer uma fogueira, canalizar um rio. Sabia onde chegar e chegava. Então, Naldo pensou no incidente com o pássaro. Passou tão distante que mal podia afirmar que o era realmente azul. Será que ele via realmente a vida como é?

Abriu instintivamente o vidro e sentiu o dia pingando na sua cara. Ele gostou. De fato, desta forma começou a ver melhor do que antes.


Enviado por Eduardo Costa da Silva

 
 

E como fica a tal consciência política?
20/06/2012

Quando minha filha de 11 anos chegou em casa e me perguntou para que serve uma eleição eu pensei: “É, amigo, a coisa tá feia. A quem recorrer?”

Desdobrei, expliquei, mas não convenci. Nem eu mesmo estou convencido do processo eleitoral. É um mundo distante, que envolve poucos, às vezes os mesmos.

Sem especificar culpados nem inocentes. Sem direcionar ataques desnecessários a quem quer que seja, reflitamos “conscientes” sobre a falta de planos que enalteçam a dignidade de nossas cidades.

O que percebo é cada vez mais o distanciamento dos assuntos relacionados a dia-a-dia de nossas vidas. “Não gosto de política”, “não quero nem saber de eleição”, “são todos iguais”, “vou votar em branco”...frases comuns ditas pela falta de consciência política.

Precisamos conscientizar-nos politicamente e encarar os problemas que nos atingem. Mas nós, eleitores, precisamos assumir nossa parte. Afinal, tudo está relacionado à política.

Em toda sociedade democrática a consciência política é conceito essencial para a construção da dignidade humana. Sem consciência política cria-se uma sociedade alheia aos problemas sociais e indivíduos avessos à sua própria importância política. Todos somos políticos. Poucos, no entanto, têm tal percepção e os nossos representantes agradecem nossa ignorância.

Pense. Ainda dá tempo.


Enviado por Fabiano Conte

 
 

A arte de trocar bombonas d'água
15/06/2012

Controle do corpo, força, habilidade, precisão. Esses são apenas alguns atributos para realizar um procedimento frequente no mundo atual: a troca de bombonas d'água. Em minha vida, essa arte começou no início dos anos 2000, trocando bombonas na outra empresa onde trabalho, além da rádio. Depois, nas dependências do Grupo Independente. Por fim, em minha atual residência.

Há todo um procedimento: carregar a bombona até o local desejado, usar uma faca pra cortar o lacre, abrir a tampa, passar um pano limpo na área onde haverá contato com a água, erguer o objeto sem derramar o líquido, girar e colocar no bebedouro.

Pode ser que estou enganado, mas acredito que colocar bombonas seja uma arte. Penso isso porque na rádio, pouquíssimos colegas (bravos colegas!) se arriscam a fazer esse serviço. A coragem desse aguerridos homens (leia-se trocadores) impede o restante dos colaboradores passarem sede. Estes certamente não conseguem encarar esse desafio. Me recuso a acreditar que aqueles que não colocam bombonas não o fazem por ser um serviço que não estaria enquadrado em suas atribuições empresariais. Se bem que já ouvi isso pelos corredores.

Trocar bombonas d'água: tarefa ímpar para garantir a sobrevivência de todos, tanto dos poucos trocadores como do resto da multidão sem capacidade de realizar essa arte.


Enviado por Daniel Bortolini

 
 

O melhor dos presentes
12/06/2012

Doze de junho, Dia dos Namorados, uma data de muita comemoração para os milhares de “pombinhos” espalhados por aí. Vejo cenas se repetirem todos os anos nesta época: Vitrines decoradas, corações por toda a parte, perfumes, roupas, joias, calçados e por aí segue uma infinidade de produtos comerciais para presentear o nosso amor.

Mas será que o Dia dos Namorados é isso? Uma troca fria de coisas entre dois seres que mal se entendem? Digo isso porque nas últimas semanas vi em muitos casais por aí uma mistura de consumismo com obrigação de presentear. Acho que esta importância coisificada para a comemoração destrói a essência de estar junto e, por consequência, a importância da data. Presentes são sim adoráveis, mas o dia não pode ser resumir a isso.

Dia dos Namorados é comemorar com o outro os dias, meses, anos e até décadas passados juntos. É ver o outro na essência, cheio de qualidades e defeitos. É comemorar um sentimento, uma união, um compromisso.

Namorar é bom demais para resumir o Dia dos Namorados a uma simples troca de presentes. Aproveite o dia para dizer a pessoa com quem você divide o seu tempo, os seus segredos e experiências o quanto ela é especial e fundamental. No mais, uma flor roubada do jardim, uma foto, um torpedo, um bombom ou um beijo roubado podem ter muito mais significado do que o mais caro e brilhante dos presentes.
 
Feliz Dia dos Namorados!

Enviado por Josiane Martini

 
 

O Frio congela o corpo, mas não o coração
08/06/2012

Mas bah, tchê! Essa temperatura do sul não tá fácil pra qualquer brasileirinho aguentar, não. Só gaudéiro dos bons pra ficar firme num amanhecer com o de hoje, gelando os campos e a alma. Logo na volta de um feriado, no qual o frio já se empolgava, fomos premiados com o frio mais frio das últimas décadas, realmente não era pouco frio.
O pouco da água remanescente na região, virou gelo. Sem força de expressão, realmente uma lagoa no Vale dos Sinos congelou.
Gaúcho com seu bairrismo impregnado desde a nascência, pode muito bem chamar sua querida terra de europa brasileira, sem medo de ser feliz!

Acordar cedo nesse frio é um sacrificio, pois temos que se agasalhar e ir pro trabalho, escola, ou o que for, não temos escolha. Mas, já com muita roupa no corpo, é lindo ver as lindas paisagens criadas por essa temperatura (ou a falta dela). Aquela fumacinha saindo pela boca, quem nunca brincou com ela quando menor? Quem nunca tirou foto ou ficou apreciando a beleza brutal do frio?

Claro, nem tão brutal assim, afinal de contas, estamos agasalhados e (quase) quentinhos. Bom para nós! Mas, no seu caminho de belezas do inverno, você chegou a lembrar daqueles que não acham tão lindas as paisagens congelantes, principalmente por quase virarem parte delas devido ao frio que passam? Frio avassalador, quase hipotérmico. Frio mortal!
Não lembrou dessas pessoas que não possuem capacidade para comprar roupas quentes e se proteger do frio, certo? Estamos ocupados demais apreciando as belezas, ou até mesmo reclamando do próprio frio e querendo a volta do verão.

Entretanto, sem generalizar, sei que muitas pessoas lembraram das necessitadas. E são essas parte da população que cria e participa das campanhas do agasalho. Tradicional de todo inverno, as campanhas tentam juntar o máximo de roupas possíveis para que todos possam passar agradavelmente por esta estação.

Me pergunto que tipo de leitor temos no site, aqueles mesquinhos que pensam apenas no seu próprio bem ou aqueles que também se preocupem com o próximo.
Tendendo a acreditar nas pessoas, deixo aqui o pedido: Doem as roupas que não lhes serve mais - mas estão em bom estado - para a campanha do agasalho do seu município, e ajude quem não pode se ajudar sozinho.

Enviado por Christian Ely.

 
 

A base de tudo
04/06/2012

O meu último fim de semana foi para relembrar os tempos de infância: viagem com toda a família. A diferença é que, agora, ao lado da minha noiva, da minha cunhada e do meu pequeno sobrinho (a atração principal). Foi diferente e muito legal cada momento que passamos, desde o passeio pelas ruas, as refeições, o jogo de cartas, a ida ao zoológico, e é claro: as conversas para nos atualizarmos sobre cada um. Sim porque com a distância e as vidas corridas que levamos hoje em dia, nem sempre temos tempo para as pessoas mais importantes de nossas vidas.

São em momentos como este que percebo ainda mais que a família é a minha base para a vida. Sempre fomos muito unidos e assim continuamos. Princípios, ideologias, e praticamente cada ação no meu dia a dia tem um pouco do meu pai, da minha mãe e dos meus irmãos, com quem convivi a maior parte da minha vida. Sou grato a todos eles por tudo e espero que possamos continuar tendo momentos como estes por muitos e muitos anos. E que venha a próxima viagem!


Enviado por Ricardo Sander.

 
 

A REDAÇÃO

Neste blog o espaço será dos indivíduos que estimulam a discussão coletiva. Pontos de vista, comentários, sugestões ou reclamações, um local aberto à contemplarem suas visões, para todos atuarem de forma livre.

Aqui você encontra opinião em constante transformação.

 

 

NA REDAÇÃO

Bárbara Bottoni

Carlos Eduardo Schneider

Daniel Bortolini

Eduardo Eggers

Jéssica Ribeiro Mallmann

Marcio Steiner

Natalia Ribeiro

Ricardo Sander

Rodrigo Gallas

 

ARQUIVO

 

 

 

Direitos Reservados para Radio Independente AM 950
Av. Alberto Muller, 242 - Alto do Parque - Lajeado - RS - CEP: 95900-000
Telefone: (51) 3710 4900 - Torpedos: (51) 9978 7885