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24/02/2011 - Atualizado em 24/02/2012 18:16
25 anos sem Alex Thomas - Consequências

O caso Alex Thomas foi muito maior do que a perda de uma pessoa para uma família. Por ter como autores do crime pessoas de classes média e alta e pela forma brutal que ocorreu, o fato teve grande repercussão na sociedade e na mídia. Em Lajeado, caminhadas silenciosas de protestos foram feitas na Rua Júlio de Castilhos. A Igreja da Matriz lotava quando havia missa em homenagem a Alex. A imprensa da região e do Estado acompanhou o caso até o julgamento final, mas o fato foi pauta também na imprensa nacional como a Revista Veja e o programa Fantástico da Rede Globo, que discutia a preparação de jovens para lutas em academias de artes marciais. Os envolvidos negam que tenham frequentado escolas de lutas, porém, após o fato houve até uma operação denominada “Dragão”, que culminou com o fechamento de algumas academias de artes marciais em Porto Alegre.

Alex Thomas virou nome de rua em Lajeado. Em outubro de 1988, através de Projeto de Lei do vereador Élio Giovanella, o prefeito Erny Petry sancionou a lei que denominou a antiga Rua 60, entre as ruas Francisco Sulzbach e Bento Gonçalves, no centro da cidade, de Alex Thomas. Alex foi tema de duas músicas: “Simples Olhar”, de autoria do seu primo Rodrigo Thomas e “canção rancheira – Tributo a Alex Thomas, de Protásio Xavier dos Reis, que, em 1989, ficou na terceira posição do Festival da Canção do Litoral, em Capão da Canoa. A Escola Estadual José Mânica, de Santa Cruz do Sul denominou o seu Grêmio Estudantil de Alex Thomas.

E, dentre todas as homenagens, foi criado pela escritora Ligia Steigleder, o livro “O Caso Alex – Justiça?”. A advogada aposentada, professora e escritora, hoje vive em Porto Alegre e tem cinco livros publicados.

Além das consequências para as pessoas envolvidas com Alex, este crime trouxe consequências diretas aos autores do crime e suas famílias. Os três menores de idade: Leandro, Fábio e José ficaram por dois anos na Febem e em clínicas psiquiátricas. Fábio, que teve que se tratar com psicólogos por anos para assimilar o ocorrido hoje é diretor de uma Vara do Trabalho no Estado.

Os maiores cumpriram suas penas. Carlos Alberto Fiad do Amaral esteve nos presídios de Osório, Centra (Porto alegre)l, e Taquara entre 1986 e 1989 e três anos e cinco meses depois foi solto em liberdade condicional. Bolívar Canabarro Tróis Netto passou pelas mesmas penitenciárias e recebeu liberdade condicional três anos após o homicídio. Bolívar trabalha hoje em um meio de comunicação. Cid Olivério Borges passou pelos mesmos presídios, acrescentando Santa Rosa e depois de três anos e nove meses ganhou a liberdade provisória, em dezembro de 1989. Os três foram amparados pela Lei 7210 de 1984, que permite que com 1/6 da pena cumprida o detento progrida de regime e que com 1/3 dela cumprida, o presidiário ganhe liberdade condicional. O outro envolvido no processo e que foi absolvido: Daniel Sanches Hecker já faleceu.

Além das penas impostas pelo Tribunal do Júri, em 1992, seis anos e três meses após o crime, os seis acusados condenados, incluindo os menores, foram penalizados pela 14ª Vara Cível de Porto Alegre a pagar indenizações aos pais de Alex Thomas. Isso incluiu todas as despesas para tratamento médico; funeral; custos processuais; honorários advocatícios; pensão de dois salários mínimos desde a data do crime até o dia em que Alex completaria 65 anos, no ano de 2035; e por danos morais, eles foram penalizados com 500 salários mínimos. Conforme Nersi Thomas, mãe de Alex, apenas um dos criminosos cedeu uma área de terra para a família.

Veja aqui o Arquivo Pessoal de Fotos da Família Thomas

 

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